

Por Rogério Siveira
De que servem os revezes se nem ao menos tiramos lições deles? Ano passado a campanha do Vitória teve um marco decisivo: antes e depois da saída de Dinei. Foi o que determinou o rumo por nós tomado e a nossa classificação final. Com o atacante, íamos bem, brigávamos firmes por uma vaga na Copa Libertadores. Sem ele, degringolamos(como diz meu pai) e quase vimos nossa vaga na Sulamericana ir para o espaço.
A questão crucial, no entanto, não foi exatamente a saida de Dinei, mas o que o clube, na figura de seus dirigentes, vez diante dela. Ao invés de seguir a vida e buscar uma solução, prefiriram chorar pelos becos e bares de toda a cidade.
Pois muito bem. Cá estamos em 2009 e ironicamente nos vemos diante do mesmo dilema. Com a punição de oito jogos nos vemos privados de nosso atacante nessa verdadeira guerra de foice que é o campeonato nacional. A situação, obviamente, é menos complicada se comparada com a de Dinei. Após oito jogos o teremos de volta. Mas, novamente vemos o clube escolher o caminho das lamentações e do "coitadismo" ao invés de aproveitar o revés para repensar e agir.
Repensar seria chegar à óbvia conclusão de que o clube novamente contratou muito mal desde o início do ano. Apostaram em Nádson como o craque da temporada quando a qualquer torcedor mais ou menos lúcido saltava aos olhos o fato de que Nádson nada mais era do que uma aposta. Resultado: só temos um atacante. Ou melhor, por oito jogos não teremos nenhum. Jogar um jovem como Adriano às feras é uma nova aposta. Pode dar certo e o garoto matar a "responsa" no peito e arrebentar. Ou pode sair justo pela culatra e terminar se queimando com a impaciente e às vezes injusta torcida rubronegra(sem terem me consultado decidiram que deve-se escrever tudo junto agora).
Agir não seria exatamente recorrer da sentença e tentar diminuir a pena de Neto. Isso deve ser feito, é claro. Mas se acordassem para o fato de que não temos atacantes à disposição, buscariam outras soluções no mercado. Claro, algo viável, quem sabe algum destaque da série B, mas alguém que possa dar segurança a jovens da base para que eles possam entrar sem o peso de "salvadores da pátria". Até porque, assim como o nosso único atacante disponível está se ausentando por uma pena, poderia ou poderá sair por contusão, transferência, migué, queda de rendimento... Eu não esperaria para ver.
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