

“Mais um ano se passou e nem sequer ouvi falar seu nome, a lua e eu
Caminhando pela estrada eu olho em volta e só vejo pegadas
Mas não são as suas eu sei, eu sei, eu sei
O vento faz eu lembrar você, as folhas caem mortas como eu
Quando olho no espelho estou ficando velho e acabado
Procuro encontrar não sei onde está você.”
Essa composição do Cassiano junto com o Paulinho Motoka, interpretada pelo próprio Cassiano, me traz uma reflexão sobre nossa Epopeia Vitoriana. Muito embora, nos grandes acontecimentos, não tivemos exitos naquilo que consideramos essencial e que até hoje falta na galeria das conquistas ao longo dos últimos 110 anos de história.
A verdade é que mais um ano se passou, ficamos no sonho. Não veio, mais uma vez, aquela tal conquista, aquele que já está se tornando uma utopia para a torcida, pois a cada ano que passa ficamos apenas com a lua.
Lá se foi outro ano de Copa do Brasil, Sulamericana e Brasileirão, como é pobre o nosso futebol, como são pequenos os nossos dirigentes e suas pretensões que ficam na mesma vontade.
Ao longo do caminho, agente olha para trás, vê uma hegemonia dos clubes paulistas, cariocas, mineiros e gauchos, sabemos que não ha pegadas do nosso Leão, elas sempre são apagadas, esquecidas. Este ano não será diferente, basta olhar os quatro primeiros que ainda possuem chance de reescreverem os respectivos nomes na história do brasileirão. Imaginem; reescreverem!
E nossa torcida, a cada inicio de temporada, revive o sonho, mesmo sabendo que, infelizmente, nossos dirigentes pensam pequeno demais para alimenta-lo. E acabamos mergulhados em pesadelos com o fantasma de rebaixamento, jogadores sem comprometimento, que se rebelam e conseguem adeptos para aumentar o cordão. Além das brigas internas entre tudo e todos, dos “rachas” negados, e, os problemas administrativos e financeiros, somos assombrados por uma arbitragem que nos açoita, e um cenário que nos coloca sempre como figurantes nesta novela futebolística de horário nada nobre, mas haja ibope.
E ficamos velhos, porém, ainda sonhando. Psicologicamente, mais que acabados, com a sensação de imcapacidade e inferioridade. Até quando?
Por fim, vivemos a temporada de especulações, de informações desencontradas, de sensacionalismo barato em busca da melhor manchete aos microfones e sites espepecializados e de relacionamento. Quem renova, quem sai? E o orçamento para o próximo ano? Qual é a nossa real?
Ai, meu bom Deus, me desculpe por está usando seu Santo nome em vão, mais é porque ninguém aguenta mais as mesmas desculpas, explicações e ilusões projetadas com uma maquiagem que já desbota antes que a verdade venha a tona. Mas no Vitória é assim, está assim, sempre foi asssim. É lógico que pra se ter ambição por títulos é preciso planejamento, desde já, logo no baianão, pra que se tenha um grupo competitivo para a copa do Brasil. No final, sabe de quem é a culpa? Do torcedor.
Vem aí os pacotões de Natal, Ano Novo e Carnaval, todo ano é assim, virou moda trazer um caminhão de laranja estragada que só se salva uma ou duas e, olhe lá. Ou será que dessa vez será diferente. Haverá critérios? Quais?
Como eu queria ouvir outra frase de outra grande canção de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos: Nada será como antes.
Tudo é interrogação e dúvida.
Vem aí a Arena Salvador. E o Barradão? não caberia uma grande reforma, ampliação, cobertura, cadeiras, acessos...? Sim, é claro, mas essa é outra estória, outra utopia, outro sonho.
E a torcida ó...
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